{"id":140,"date":"2011-10-10T13:58:07","date_gmt":"2011-10-10T13:58:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/?p=140"},"modified":"2011-10-10T14:04:50","modified_gmt":"2011-10-10T14:04:50","slug":"afinal-havia-outra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/?p=140","title":{"rendered":"Afinal havia outra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/detetor.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-141\" title=\"detetor\" src=\"http:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/detetor-300x168.jpg\" alt=\"O detector de part\u00edculas Opera, do CERN: ali foi descoberto neutrino que ultrapassou a velocidade da luz.\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/detetor-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/detetor-195x110.jpg 195w, https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/detetor.jpg 597w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><span style=\"color: #333333;\">O detector de part\u00edculas Opera, do CERN: ali foi descoberto neutrino que ultrapassou a velocidade da luz<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal havia outra \u201ccoisa\u201d mais r\u00e1pida do que a luz. Pelo menos \u00e9 o que parece, de acordo com os resultados obtidos pelo projeto cient\u00edfico multinacional OPERA, sediado em It\u00e1lia, e anunciados em setembro passado. A \u201ccoisa\u201d em causa s\u00e3o os neutrinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neutrinos s\u00e3o part\u00edculas elementares subat\u00f3micas de massa muito pequena e sem carga el\u00e9trica, e por isso dificilmente detet\u00e1veis. Por segundo, de dia e de noite, milhares de milh\u00f5es de neutrinos provenientes do Sol atravessam o nosso corpo, sem que nada aconte\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os neutrinos s\u00e3o produzidos em certas rea\u00e7\u00f5es nucleares, como aquelas que ocorrem no interior do Sol, em certos decaimentos radioativos, em rea\u00e7\u00f5es que ocorrem nos reatores nucleares e ainda nas rea\u00e7\u00f5es que se d\u00e3o na atmosfera entre raios c\u00f3smicos e as part\u00edculas do ar. Representam-se, na nomenclatura da F\u00edsica, com a letra grega min\u00fascula \u03bd (niu). A exist\u00eancia de neutrinos foi proposta em 1930 pelo f\u00edsico alem\u00e3o Wolfgang Pauli, sendo provada experimentalmente apenas em 1956 por Clyde Cowen e Frederick Reines, valendo a estes dois f\u00edsicos o pr\u00e9mio Nobel da F\u00edsica de 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se for verdade que os neutrinos se movem a velocidades superiores \u00e0 da luz significa que a Teoria da Relatividade de Einstein estar\u00e1 incompleta, pois de acordo com ela nada se pode mover mais rapidamente que a luz (aproximadamente 300000 km\/s). A comunidade cient\u00edfica reagiu de forma muito cautelosa ao an\u00fancio da pretensa viola\u00e7\u00e3o da Teoria da Relatividade, e muitos f\u00edsicos n\u00e3o se coibiram de referir que os resultados anunciados estar\u00e3o por certo errados. A Teoria da Relatividade tem a seu favor o ser o enunciado cient\u00edfico mais testado de sempre, e de nunca terem sido postas em causa as suas previs\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Violando ou n\u00e3o a Relatividade os neutrinos est\u00e3o no centro da \u00e1rea mais promissora da F\u00edsica, com interesses para a F\u00edsica Nuclear, Astrof\u00edsica e Cosmologia, entre outras \u00e1reas. Fica-se, por isso, a aguardar novos desenvolvimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(por Renato Ribeiro)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O detector de part\u00edculas Opera, do CERN: ali foi descoberto neutrino que ultrapassou a velocidade da luz Afinal havia outra \u201ccoisa\u201d mais r\u00e1pida do que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[24,22,23],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/140"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=140"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144,"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/140\/revisions\/144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aetarouca.pt\/polaris\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}